Você já percebeu que o seu cão estava com mais “remela” do que o habitual? Ou talvez, ao olhar bem nos olhos dele, notou uma leve névoa ou uma aparência esbranquiçada?
Embora muitos pensem que esses são apenas sinais de sujeira ou do envelhecimento natural, as alterações nos olhos dos cães podem ser o primeiro alerta para doenças silenciosas e graves, como a leishmaniose visceral canina (LVC).
Neste artigo, vamos explorar por que os olhos do seu melhor amigo são verdadeiras “janelas” para a saúde dele, como diferenciar uma irritação simples de algo mais sério e o que fazer para proteger a visão e a vida do seu pet.
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Remela em excesso: quando deixa de ser normal?

É comum que os cães produzam uma pequena quantidade de secreção ocular, especialmente ao acordar. Essa “remela” fisiológica costuma ser clara ou levemente acinzentada e com característica gelatinosa a seca. No entanto, o sinal de alerta deve ligar quando a secreção muda de aspecto.
Se você notar que a remela se tornou amarelada, esverdeada, muito espessa ou que o olho do animal está constantemente úmido (lacrimejamento excessivo), isso pode indicar uma inflamação e/ou infecção. Em casos de leishmaniose, é muito frequente o aparecimento da blefarite (inflamação das pálpebras) e da conjuntivite. [1]
Muitas vezes, limpa-se o olho do cão e o problema parece resolvido, mas a secreção volta rapidamente. Isso acontece porque a causa não é externa (como poeira), mas sim uma reação do organismo à presença do parasita Leishmania infantum.
Olho esbranquiçado ou opaco: o que isso significa?

Outro sinal que costuma nos assustar é quando o olho do cão começa a ficar “branco”, “azulado” ou perde o brilho natural. Existem várias causas para isso, e cada uma exige um cuidado diferente:
- Esclerose Nuclear: É o aspecto acinzentado comum em cães idosos. Não causa cegueira imediata e faz parte do envelhecimento.
- Catarata: Uma opacidade total ou parcial do cristalino que impede a passagem da luz, podendo levar à perda da visão. A ocorrência também pode estar relacionada com o envelhecimento.
- Uveíte e Ceratite: Aqui é onde mora o perigo relacionado a doenças sistêmicas. A uveíte é uma inflamação interna do olho que pode deixar a aparência turva ou esbranquiçada. Na leishmaniose visceral canina, a uveíte é uma das manifestações oculares mais graves e, se não tratada, pode causar glaucoma e cegueira permanente. [2]
“Os problemas oculares, como conjuntivite e presença de secreções, estão entre os sintomas mais frequentes do calazar (leishmaniose).” [1]
A conexão ocular com a leishmaniose visceral canina
A leishmaniose é uma doença infecciosa grave que afeta o organismo do cachorro em diversos níveis. Ela não “escolhe” apenas a pele ou os órgãos internos; os olhos são frequentemente atingidos devido à resposta inflamatória do corpo ao protozoário. [4]
Além da remela e da opacidade, outros sinais oculares da leishmaniose incluem:
- Queda de pelos ao redor dos olhos: Criando o aspecto de “óculos” no animal.
- Vermelhidão persistente: O “olho vermelho” que não melhora mesmo com tratamento adequado e/ou que recidiva.
- Fotofobia: O cão demonstra desconforto em locais com muita luz.
É fundamental entender que, se o problema ocular for causado pela leishmaniose, tratar apenas o olho com colírios não resolverá o problema. É preciso tratar a doença de forma sistêmica para que os sintomas oculares regridam.
Diagnóstico e a importância da agilidade

Se você notar qualquer uma dessas alterações, o primeiro passo é levar o seu cão ao médico-veterinário. Apenas um profissional pode realizar os exames clínicos e laboratoriais necessários para confirmar se o problema é local ou um sintoma de calazar (nome popular da leishmaniose).
O diagnóstico precoce é o melhor amigo do seu cão. Quanto antes a doença for identificada, maiores são as chances de sucesso no controle dos sintomas e na manutenção da qualidade de vida do animal. [1]
Cuidado e qualidade de vida: o papel do MARBOX-LEISH®

Atualmente, o tratamento da leishmaniose visceral canina é permitido e regulamentado no Brasil. O objetivo principal é promover a cura clínica (remissão dos sintomas) e reduzir a carga parasitária no organismo do cão. [3]
Uma das principais opções terapêuticas desenvolvidas pela Ceva Saúde Animal é o MARBOX-LEISH®. Este medicamento, à base de marbofloxacina, atua diretamente na redução da carga do parasita, o que resulta na remissão da sintomatologia clínica como feridas na pele, apatia e também auxilia na melhora das condições gerais que afetam os olhos. [1]
- Administração Prática: O tratamento consiste em um comprimido palatável, administrado uma vez ao dia por 28 dias.
- Bem-estar: Com a redução dos parasitas, o sistema imunológico do cão consegue se recuperar, devolvendo a alegria e a disposição ao animal.
Vale lembrar que, embora o tratamento promova a melhora clínica, o cão continua sendo um portador do parasita. Por isso, o tratamento deve ser sempre acompanhado de medidas de prevenção.
Prevenção com Vectra® 3D: o gesto de carinho que protege
Não basta tratar os sintomas; é preciso impedir que o ciclo da doença continue. A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. Por isso, o uso de repelentes é a barreira mais importante para proteger o seu cão e a sua família.
O Vectra® 3D é um aliado indispensável nesse processo. Trata-se de uma pipeta de aplicação mensal que oferece proteção completa:
- Repele e Mata: Age contra o mosquito-palha antes mesmo que ele consiga picar o animal.
- Ação Rápida: Começa a repelir mosquitos a partir de 1 hora após a aplicação.
- Proteção Abrangente: Também protege contra pulgas e carrapatos, evitando que outros parasitas debilitem a saúde do seu pet. [5]
Ao usar o Vectra® 3D, você diminuiu o risco que o seu cão (mesmo que esteja em tratamento) não transmita o parasita para novos mosquitos, ajudando a controlar a doença na sua região.
O que os olhos do seu cão estão dizendo
Os olhos do seu cão dizem muito sobre como ele se sente por dentro. Uma “remelinha” persistente ou um olho perdendo o brilho não devem ser ignorados. Eles podem ser o pedido de ajuda silencioso de um animal lutando contra a leishmaniose.
Com informação, diagnóstico correto, terapia adequada incluindo MARBOX-LEISH® e a proteção contínua de Vectra® 3D, é possível garantir que o seu melhor amigo continue olhando para você com saúde e bem-estar por muitos anos.
- Ceva Saúde Animal. Como saber se meu cachorro tem calazar? Sintomas e cuidados essenciais.
- Brasileish. Diretrizes para o manejo da leishmaniose visceral canina no Brasil.
- Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). Resolução sobre o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina.
- Ceva Saúde Animal. Leishmaniose visceral canina: guia completo sobre sintomas.
- Vectra® 3D. Bula e guia de uso para proteção contra flebótomos.




