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Destinos seguros para viajar com seu cachorro: onde o risco de leishmaniose é menor

Viajar com nosso melhor amigo é uma das melhores experiências que podemos ter. No entanto, para quem se preocupa com a saúde do animal, planejar o destino vai além de encontrar hotéis que aceitam pets. É preciso olhar para o mapa da saúde animal no Brasil. Se você quer saber quais os locais mais seguros para levar seu cachorro, este guia foi feito para você, com base em dados reais e orientações de prevenção.

Recentemente, publicamos um artigo detalhado sobre onde a leishmaniose visceral canina mais avançou no Brasil e como proteger seu cão. Nele, mostramos que a doença, antes rural, agora é um desafio urbano em quase todo o país. Por isso, escolher destinos com menor pressão epidemiológica é uma estratégia inteligente de cuidado.

Destinos seguros para viajar com seu cachorro onde o risco de leishmaniose é menor

Como identificar um destino seguro para seu cachorro?

Para um local ser considerado “seguro” em relação à leishmaniose visceral canina (LVC), ele precisa ter baixa ou nenhuma presença do mosquito-palha, o inseto que transmite a doença. De acordo com o Ministério da Saúde, existem áreas classificadas como indenes, ou seja, onde não há registro de transmissão da doença.

Geralmente, esses locais possuem características climáticas que o mosquito-palha não gosta, como:

  • Altitudes elevadas: O vetor tem dificuldade de se reproduzir em locais muito altos.
  • Climas mais frios: Temperaturas baixas reduzem a atividade e o ciclo de vida do inseto.
  • Áreas com ventos constantes: O mosquito-palha é muito pequeno e leve, o que dificulta seu voo em locais ventosos.

Destinos recomendados por região e altitude

Destinos seguros para viajar com seu cachorro: onde o risco de leishmaniose é menor

Baseado em dados de endemicidade e características geográficas, listamos algumas opções onde o risco é estatisticamente menor.

Região Sul: as serras e o frio como aliados

Embora a leishmaniose esteja avançando para o Sul, como mostramos em nosso levantamento sobre as áreas endêmicas, as regiões de altitude elevada ainda são consideradas refúgios mais seguros.

  • Serra Gaúcha (Gramado e Canela): Com altitudes que passam dos 800 metros e invernos rigorosos, a presença do mosquito-palha é muito baixa. É um destino extremamente amigável para cães e com baixo risco epidemiológico histórico.
  • Serra Catarinense (São Joaquim e Urubici): São os pontos mais frios do Brasil. A altitude e o clima gelado criam uma barreira natural para o desenvolvimento do ciclo do parasito no ambiente.

Região Sudeste: o refúgio das montanhas e as serras capixabas

No Sudeste, onde a urbanização da doença é intensa em cidades como Belo Horizonte e Araçatuba, as cidades serranas se destacam como opções mais protegidas. Além dos destinos clássicos de São Paulo e Minas Gerais, o Espírito Santo oferece refúgios espetaculares de altitude.

  • Região do Caparaó (Dores do Rio Preto e arredores): Abrigando o Pico da Bandeira, esta região possui altitudes elevadíssimas (1.000 à 2.200 metros) e um clima frio que desencoraja a presença do mosquito-palha. É um destino ideal para tutores que buscam contato com a natureza em um ambiente de baixo risco.
  • Pedra Azul (Domingos Martins): Conhecida por seu clima europeu e altitudes que chegam a 1.100 metros, a região de Pedra Azul é um dos locais mais seguros e charmosos do Espírito Santo para viajar com pets. O clima temperado e a altitude mantêm a pressão epidemiológica em níveis mínimos.
  • Serra da Mantiqueira (Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal e Monte Verde): Localizadas a mais de 1.500 metros de altitude, essas cidades possuem um clima temperado que não favorece a proliferação do vetor.
  • Serra do Mar (Cunha e São Luiz do Paraitinga): O clima de montanha e a preservação ambiental em altitudes elevadas mantêm essas áreas com registros mínimos ou inexistentes de transmissão urbana intensa.

Região Centro-Oeste e Nordeste: a busca por áreas indenes

Nestas regiões, onde o calor é constante e a doença é muito presente, a escolha deve ser baseada rigorosamente nos dados de vigilância.

  • Chapada dos Veadeiros (Goiás): Por ser uma região de altitude e com características ambientais muito específicas, apresenta um cenário diferente das áreas urbanas de alta transmissão como Campo Grande. No entanto, por ser uma área de preservação, o cuidado com outros parasitas deve ser redobrado.
  • Litoral com ventos constantes: Algumas praias do Ceará e Rio Grande do Norte, conhecidas pelos ventos fortes que atraem praticantes de kitesurf, oferecem uma proteção mecânica natural, pois o mosquito-palha não consegue voar com ventos acima de 10 km/h.
Destinos seguros para viajar com seu cachorro: onde o risco de leishmaniose é menor

A importância da prevenção em qualquer viagem

É fundamental entender que “risco menor” não significa “risco zero”. Mesmo viajando para um local seguro, o seu cachorro pode ser exposto durante o trajeto, ou até mesmo no destino final. Paradas em postos de combustíveis, áreas de descanso ou cidades de passagem podem ser pontos de infecção.

Como detalhamos em nosso artigo sobre viagens em julho, a proteção deve começar antes mesmo de você colocar as malas no carro. O uso de repelentes é a única forma de impedir que o mosquito pique o animal.

Destinos seguros para viajar com seu cachorro: onde o risco de leishmaniose é menor

Assim, o Vectra® 3D é um aliado indispensável para viajantes. Ele oferece uma proteção completa:

  • Ação repelente: Afasta o mosquito-palha antes mesmo da picada.
  • Efeito hot-foot: Impede que carrapatos se fixem na pele do cão.
  • Ação rápida: Começa a agir contra pulgas em apenas 15 minutos.
  • Resistente à água: Ideal para cães que vão frequentar praias ou hotéis com piscina.

Aplicar o Vectra® 3D pelo menos 48 horas antes da viagem garante que seu cão esteja protegido durante todo o percurso e no destino escolhido.

O que fazer se você mora em uma área de risco?

Se o seu cão já foi diagnosticado com a doença, ele ainda pode viajar, desde que esteja em tratamento e protegido com repelentes para não infectar mosquitos de outras regiões. 

O tratamento da leishmaniose é complexo, prolongado e, frequentemente, requer a associação de diferentes fármacos. Por essa razão, cabe ao médico-veterinário definir o protocolo terapêutico mais adequado para cada paciente, considerando os sinais clínicos apresentados, o estágio da doença e as condições individuais do animal. Entre os medicamentos disponíveis e aprovados no Brasil para o tratamento da leishmaniose canina, destaca-se o  MARBOX-LEISH® que ajuda a reduzir a carga parasitária, melhorando a saúde do animal e permitindo que ele aproveite o passeio com mais disposição e qualidade de vida.

No entanto, não se recomenda tratar o cão sem a  orientação e monitoramento de um médico-veterinário. Existem muitos fatores que devemos levar em consideração, e somente o médico-veterinário consegue determinar as melhores opções através de exames específicos e um bom acompanhamento.

Destinos seguros para viajar com seu cachorro: onde o risco de leishmaniose é menor

Seja responsável e tenha em mente que está levando um cão positivo para uma área potencialmente livre da doença. Como sabemos, o cão é o maior reservatório urbano desta doença e tão logo o mosquito-palha pique um cão infectado, ele pode transmitir a doença para humanos ou outros cães. 

Talvez, seja um ato de responsabilidade e amor não embarcar com ele agora.

Planeje com amor e ciência

Destinos seguros para viajar com seu cachorro: onde o risco de leishmaniose é menor

Escolher o destino certo é um gesto de carinho. Ao optar por locais de altitude, clima frio ou áreas comprovadamente indenes pelo Painel de Monitoramento, você reduz drasticamente as chances de problemas de saúde para seu companheiro.

Lembre-se: a informação é a melhor forma de proteção. Consulte sempre seu médico-veterinário antes de pegar a estrada e mantenha o protocolo de prevenção em dia. 

Viajar com segurança é garantir que as únicas lembranças que vocês trarão na bagagem sejam de alegria e diversão.

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Redação do Blog

A Ceva é uma multinacional francesa, presente em mais de 40 países e dedicada ao desenvolvimento de produtos inovadores no mercado de saúde animal.

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