O calazar, ou leishmaniose visceral canina (LVC), uma doença grave que já foi considerada um problema predominantemente rural, está se expandindo silenciosamente por todo o Brasil. Hoje, ela representa uma ameaça crescente em áreas urbanas, colocando em risco a saúde de milhares de cães e, consequentemente, de suas famílias.
Entender como essa expansão acontece, quais são as regiões mais afetadas e, principalmente, como proteger seu melhor amigo é fundamental. Neste artigo, vamos explicar o cenário atual da doença no país, seu ciclo de contágio e apresentar as soluções mais eficazes para manter seu pet seguro.

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O Mapa do Calazar no Brasil: De Endemia Rural a Ameaça Urbana
Historicamente, a leishmaniose visceral era associada a áreas rurais e de mata. No entanto, a partir da década de 1980, o Brasil começou a registrar um intenso processo de urbanização da doença. As primeiras grandes epidemias urbanas ocorreram em capitais do Nordeste, como Teresina (PI), São Luís (MA) e Natal (RN) [1]. De lá para cá, a doença se espalhou por quase todo o território nacional, chegando ao Sudeste e Sul do país.
Dados do Ministério da Saúde e de estudos epidemiológicos recentes mostram um cenário preocupante:
- Concentração de Casos: O Brasil concentra mais que 90% dos casos de leishmaniose nas Américas, e a Região Nordeste é a mais afetada, respondendo por quase metade de todas as notificações do país [2].
- Expansão Geográfica: A doença já foi registrada em 21 estados brasileiros, além do Distrito Federal. A transmissão, que antes se restringia ao Nordeste, hoje avança por municípios das regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste [1, 2].
- Fatores de Risco: A expansão está diretamente ligada a fatores como o desmatamento, a ocupação urbana desordenada e a adaptação do mosquito-palha ao ambiente das cidades. A presença do cão doméstico como principal reservatório do parasita no meio urbano facilita a manutenção do ciclo de transmissão [3].
| Região | Estados Mais Afetados | Observações |
| Nordeste | Maranhão, Ceará e Piauí | O Maranhão liderou o número de casos na região entre 2018 e 2022 [4]. |
| Norte | Pará, Tocantins e Amazonas | A fronteira entre Tocantins, Maranhão e Pará é considerada zona crítica de transmissão [2]. |
| Sudeste e Centro-Oeste | Capitais e grandes centros urbanos | Aumento crescente de casos, com áreas classificadas como risco “muito intenso” [2]. |

Entendendo o Ciclo de Contágio da Leishmaniose Canina
Para proteger seu cão, é crucial entender como a doença se espalha. O ciclo de transmissão da leishmaniose visceral canina é simples e perigoso, envolvendo três elementos principais:
- O Cão Infectado (Reservatório): No ambiente urbano, o cão é o principal reservatório do protozoário Leishmania infantum. Um animal infectado, mesmo que não apresente sintomas, pode abrigar o parasita em seu organismo por meses ou até anos, servindo como fonte de infecção para o inseto vetor.
- O Mosquito-Palha (Vetor): A fêmea do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) pica um cão infectado para se alimentar de seu sangue e acaba ingerindo o parasita. Dentro do inseto, o protozoário se desenvolve e se multiplica.
- A Picada Infectante: Uma vez infectado, o mosquito-palha passa a transmitir o parasita para outros cães e também para os seres humanos a cada nova picada, perpetuando o ciclo da doença.
É importante ressaltar: cães e humanos não transmitem a doença diretamente uns aos outros. A transmissão ocorre diretamente pela picada do mosquito-palha infectado. Por isso, a prevenção deve ser focada em impedir que o mosquito pique o seu animal.

Prevenção e Tratamento: As Soluções da Ceva para Proteger seu Cão
A boa notícia é que existem formas eficazes de proteger seu cão e controlar a doença, caso ele seja diagnosticado. A Ceva Saúde Animal, em linha com as diretrizes do Ministério da Saúde, oferece uma abordagem completa de cuidado.
Prevenção: A Melhor Estratégia é a Repelência com Vectra® 3D

A forma mais segura de prevenção é impedir a picada do mosquito-palha. O Vectra® 3D é um antiparasitário de uso tópico e aplicação mensal, desenvolvido para repelir e matar os principais vetores.
- Ação Repelente: Sua fórmula age a partir de 1 hora após a aplicação, com total distribuição em até 48 horas, repelindo mosquitos e flebótomos (mosquito-palha), minimizando o risco que que piquem o animal e transmitam a leishmaniose.
- Proteção Ampla: Além de proteger contra o vetor da leishmaniose, Vectra® 3D também age da mesma forma nos mosquitos transmissores da dirofilariose (verme do coração), e combate pulgas e carrapatos, matando-os por contato, sem a necessidade de picada.
- Segurança e Eficácia: O produto se espalha pela pele do cão e oferece proteção contínua por até 4 semanas contra os mosquitos.
Cuidado: Qualidade de Vida com Marbox-Leish®

Para cães que já foram diagnosticados com leishmaniose visceral em estágio leve a moderado, o tratamento clínico é fundamental para garantir sua qualidade de vida. Como parte do protocolo, Marbox-Leish® é um medicamento desenvolvido pela Ceva, seguro e eficaz, para:
- Controle dos Sintomas: Marbox-Leish® é um fármaco à base de marbofloxacina, atua na redução da carga parasitária, o que leva à remissão dos sinais clínicos da doença, como feridas na pele, queda de pelos e apatia.
- Protocolo Veterinário: O medicamento deve ser administrado por 28 dias, sempre com a prescrição e o acompanhamento de um médico-veterinário.
É importante lembrar que, embora o tratamento melhore a saúde do cão, ele não elimina completamente o parasita. Por isso, o uso contínuo de repelentes como o Vectra® 3D é indispensável, mesmo em animais tratados.
A Expansão da Leishmaniose Canina é Preocupante. Mas Você Pode Proteger Seu Cão
A expansão do calazar pelo Brasil é uma realidade que exige atenção e cuidado redobrado dos responsáveis. Manter o ambiente limpo para evitar a proliferação do mosquito-palha é importante, mas a proteção mais eficaz para o seu cão vem do uso regular de produtos repelentes.
Converse com seu médico-veterinário de confiança sobre o Vectra® 3D para a prevenção mensal e, em caso de diagnóstico da LVC, sobre o Marbox-Leish® para compor o protocolo terapêutico. Proteger seu melhor amigo é um gesto de amor que garante a saúde e o bem-estar de toda a família.
Referências
[1] Werneck, G. L. (2010). Expansão geográfica da leishmaniose visceral no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 26(4). [2] Nina, L. N. S., et al. (2023). Distribuição espaço-temporal da leishmaniose visceral no Brasil no período de 2007 a 2020. Revista Panamericana de Salud Pública, 47. [3] Ministério da Saúde. (2024). Leishmaniose Visceral. [4] Contribuciones a las Ciencias Sociales. (2025). Leishmaniose visceral na região nordeste do Brasil.


