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Calazar ou Leishmaniose Canina: Quais são os primeiros sintomas nos cachorros?

Os primeiros sintomas da leishmaniose canina podem passar despercebidos. Aprenda a identificar os sinais e agir rápido pelo bem do seu cachorro.

A leishmaniose visceral canina (LVC), conhecida popularmente como calazar, é uma doença silenciosa e traiçoeira. 

Muitos cachorros infectados não apresentam sintomas nos primeiros meses – ou até mesmo nos primeiros anos – após o contágio. Além disso, quando os sintomas começam a aparecer, eles podem variar de um animal para outro, dificultando o diagnóstico precoce.

Estudos indicam que entre 50 % e 80 % ou percentil ainda maior (PMC) dos cães infectados por LVC permanecem sem sinais clínicos por longo período.

De maneira geral, o tempo entre a infecção pelo protozoário Leishmania infantum e o início dos sinais clínicos, ou período de incubação, varia normalmente de 3 a 18 meses, sendo em média de cerca de 5 meses, podendo se estender por anos em casos atípicos.

Exatamente por isso, é tão importante ficar atento aos sintomas dessa doença, silenciosa, traiçoeira e potencialmente mortal.

Calazar ou Leishmaniose Canina

Entendendo a transmissão da LVC

O calazar é uma zoonose (acomete animais e humanos) transmitida pela picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis como principal vetor no Brasil) infectado com o protozoário (Leishmania infantum) causador da LVC. Aqui no blog temos um artigo completo sobre o mosquito-palha.

Após picar um cão infectado, o mosquito adquire o parasita e, ao picar um animal saudável, transmite a Leishmania. Por isso, o controle vetorial e o tratamento adequado dos cães doentes são medidas essenciais para reduzir o avanço da doença.

mosquito palha

Os primeiros sinais da leishmaniose visceral canina (calazar)

Por não existir uma ordem padrão para o aparecimento dos sintomas, tutores devem ficar atentos a qualquer alteração no comportamento ou na aparência do cachorro. Os sinais clínicos mais frequentes da LVC incluem:

  • Queda de pelos (alopecia): Geralmente começa cabeça (ao redor dos olhos, orelhas e focinho), podendo se espalhar pelo corpo.
  • Descamações, crostas e úlceras na pele: As lesões ocorrem principalmente nas extremidades, como pontas das orelhas, cauda e focinho. É comum a presença de “caspas” (descamação), feridas abertas (úlceras) ou crostas espessas e ressecadas na pele.
  • Crescimento exagerado das unhas (onicogrifose): Um dos sinais mais característicos, é o crescimento excessivo e curvado das unhas.
  • Apatia e perda de peso (emagrecimento): Mesmo com alimentação normal, o cachorro pode emagrecer visivelmente e se mostrar desanimado.
  • Inchaço dos linfonodos (ínguas): O aumento de volume dos gânglios linfáticos, especialmente na região do pescoço, axilas e membros, é comum em fases mais avançadas.
  • Lesões oculares: Casos de conjuntivite, opacidade nos olhos ou secreções oculares podem ocorrer com frequência.
  • Atrofia muscular e alterações locomotoras: O cão pode apresentar fraqueza, tremores, aumento volume articular ou dificuldade para se levantar e caminhar.
  • Febre irregular: embora não tão comum quanto nos humanos acometidos, a temperatura corporal pode oscilar, sendo comum febres baixas e persistentes.
  • Diarreia e vômitos: Alguns animais desenvolvem sintomas digestivos, principalmente quando os rins ou o fígado já estão comprometidos.
  • Hepatoesplenomegalia: O aumento do fígado e do baço pode ser detectado durante exame clínico ou por ultrassonografia.

Também podem ocorrer outras as alterações, sendo que todos esses sintomas devem ser avaliados por um médico-veterinário, que irá solicitar exames como sorologia, citologia e/ou testes moleculares (PCR) para confirmar o diagnóstico da LVC.

Em alguns estados brasileiros, é possível fazer os exames gratuitamente, neste artigo mostramos os principais exames e onde realizá-los.

Existe cura para o calazar?

Atualmente, não existe cura parasitológica para o calazar ou leishmaniose canina. Isso significa que, mesmo após o tratamento, o cachorro ainda pode abrigar o protozoário Leishmania infantum em seu organismo.

O que o tratamento pode oferecer é a cura clínica, ou seja, o animal melhora dos sintomas, volta a se alimentar, ganha peso e tem sua qualidade de vida restaurada, total ou parcialmente a depender das complicações advindas da evolução da doença ou mesmo presença de comorbidades. 

No entanto, ele continua infectado – e, por isso, pode voltar a apresentar sintomas no futuro – e segue sendo um reservatório da doença, capaz de infectar o mosquito-palha e manter o ciclo da leishmaniose.

Por isso, o tratamento adequado deve sempre estar associado a medidas de prevenção da picada do mosquito transmissor. Nesse contexto, duas ferramentas são essenciais:

  • O uso mensal do Vectra® 3D, que repele o mosquito-palha e evita a picada.
  • O uso do MARBOX-LEISH®, que promove a melhora clínica com segurança e eficácia, conforme indicado pelo médico-veterinário.

Lembre-se, a leishmaniose canina é uma doença grave, e por isso sempre procure a orientação de um médico-veterinário. Ele é o único profissional habilitado para cuidar do seu cão.

MARBOX-LEISH®: remissão clínica com segurança

O MARBOX-LEISH®, da Ceva Saúde Animal, é um medicamento inovador aprovado para a remissão clínica da leishmaniose visceral em cães.

Principais características do MARBOX-LEISH®:

  • Indicado para casos leves a moderados de LVC.
  • Disponível em comprimidos de 20 mg e 60 mg de marbofloxacina.
  • Atua promovendo a remissão clínica dos sintomas, proporcionando bem-estar ao cão.
  • Apesar da melhora clínica, o parasita Leishmania continua presente, por isso é imprescindível associar com a proteção vetorial de Vectra® 3D.

Proteção vetorial com Vectra® 3D

O Vectra® 3D é um antiparasitário de uso tópico e aplicação mensal. Ele protege contra pulgas, carrapatos, mosquitos e flebótomos (mosquito-palha) – estes últimos, transmissores da leishmaniose visceral canina.

Calazar ou Leishmaniose Canina: Quais são os primeiros sintomas nos cachorros?

Ação do Vectra® 3D

Pulgas (adultas e imaturas)

  • Como age: Mata por contato, sem necessidade de picada.
  • Início da ação: A partir de 15 minutos após a aplicação.
  • Proteção: Até 2 meses.
  • Ação adicional: Atua também nas formas imaturas (ovos e larvas), auxiliando na interrupção do ciclo da infestação.

Carrapatos

  • Como age: Mata por contato, antes que o carrapato se fixe no animal.
  • Início da ação: Até 8 horas após a aplicação.
  • Efeito hot-foot: Visa impedir que o carrapato se fixe no cão.
  • Proteção: Até 4 semanas.

Mosquitos e Flebótomos

  • Como age: Repele os mosquitos e flebótomos, impedindo a picada.
  • Início da ação: A partir de 1 hora após a aplicação.
  • Proteção: Até 4 semanas contra os vetores da leishmaniose visceral canina e dirofilariose.

Além disso, a pipeta smart do Vectra® 3D facilita a aplicação, sem desperdícios. Sua fórmula se espalha pela pele em até 8 horas e age sem que o parasita precise picar o animal, oferecendo proteção ainda mais eficaz.

A importância do diagnóstico precoce

A leishmaniose visceral canina pode evoluir de forma silenciosa. Muitos cães infectados permanecem sem apresentar sinais clínicos por longos períodos, o que dificulta o diagnóstico e favorece a disseminação da doença na comunidade animal e humana. 

Quando não tratada, a LVC pode comprometer órgãos vitais como fígado, baço, rins e medula óssea, levando ao óbito. A detecção precoce da doença é fundamental para identificar o contágio mesmo antes do aparecimento dos sinais e iniciar o tratamento nos estágios iniciais.

Em regiões endêmicas – como o Nordeste, Centro‑Oeste, Sudeste, parte do Sul e Norte – o Ministério da Saúde e outras autoridades de vigilância epidemiológica recomendam realizar exames periódicos em cães, mesmo sem sintomas evidentes. Essa vigilância ativa é essencial para conter o avanço da LVC e reduzir o risco de transmissão.

Outras considerações

Segundo a Portaria Interministerial nº 1.426/2008, o uso de medicamentos humanos para tratar cães com LVC é proibido no Brasil. O tratamento deve ser feito exclusivamente com produtos licenciados e sob orientação veterinária.

A eutanásia, embora ainda prevista em casos extremos, não é mais a única alternativa. Com o tratamento correto e a controle vetorial contínuo, cães positivos podem viver bem e com qualidade.

O calazar é uma doença grave, mas que pode ser controlada com conhecimento, vigilância e cuidados contínuos. Ao menor sinal de alteração na saúde do seu cachorro, procure um médico-veterinário de confiança.

Com o uso do MARBOX-LEISH® para remissão clínica e do Vectra® 3D para proteção contra picadas, é possível oferecer ao seu pet uma vida mais longa e saudável, mesmo após o diagnóstico de LVC.


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Redação do Blog

A Ceva é uma multinacional francesa, presente em mais de 40 países e dedicada ao desenvolvimento de produtos inovadores no mercado de saúde animal.

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