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Por que meu cachorro se coça muito mesmo sem ter pulgas? Descubra o que fazer agora!

Se o seu cachorro se coça muito e não tem pulga, descubra causas reais (alergias, sarnas, fungos, bactérias, dentre outras), o que checar em casa e quando correr ao médico-veterinário.

Se o seu cachorro se coça muito e você não encontra pulgas, calma — existem várias causas e muitas vezes o problema tem solução. 

Alergia, sarna, fungos, bactérias dentre outras podem ser a causa disso. Vamos te explicar de forma simples, o que observar em casa, as causas mais prováveis, o que o médico-veterinário vai investigar e um plano prático para você já começar a ajudar o seu cachorro.

Por que meu cachorro se coça muito mesmo sem ter pulgas? Descubra o que fazer agora!

Checklist rápido (faça em casa agora)

  • Passe um pente fino em um local bem iluminado e com um tecido branco abaixo do animal — verifique “sujeira de pulga” (pontos pretos).
  • Observe onde ele coça (orelhas, face, patas, barriga, base da cauda).
  • Veja se há feridas, descamação, mau cheiro, secreção ou perda de apetite.
  • Lave a cama e cobertores do cachorro em água quente e aspire o local onde ele fica.
  • Não dê remédios humanos e não aplique produtos sem orientação. Se observar melhora, leve seu cão ao médico-veterinário.

Principais causas de coceira quando não for pulga

Dermatite atópica (alergia a fatores ambientais)

É comum e de causa hereditária. As manifestações incluem: 

  • coceira intensa nas patas,
  • orelhas,
  • face e abdome;
  • pele vermelha, com escoriações e/ou crostas. 

O médico-veterinário confirma pela história, exame físico e exclusão de outras causas. O controle é contínuo — higiene, controle ambiental na tentativa de minimizar o contato com os agentes causadores do quadro e, quando necessário, medicamentos para controlar a coceira.

Por que meu cachorro se coça muito mesmo sem ter pulgas? Descubra o que fazer agora!

Alergia alimentar (dermatite trofoalérgica)

Quando a coceira é causada por algo alimentar, presente na ração ou petiscos, as áreas mais afetadas são orelhas, abdome e patas. 

O diagnóstico costuma ser feito com dieta de eliminação por até 6–8 semanas, conforme orientação de um médico-veterinário.

Sarnas (ácaros)

A sarna sarcóptica (escabiose) causa coceira muito intensa e pode transmitir para pessoas, gerando manchas e coceira transitória na pele. Já a sarna demodécica costuma não ser contagiosa para humanos e, muitas vezes, não provoca tanta coceira — o sinal mais comum nela é a queda de pelo e áreas com feridas e/ou escurecimento e espessamento da pele.

O diagnóstico é feito pelo médico-veterinário, normalmente com raspado de pele e exames complementares quando necessário. 

O tratamento é sempre conduzido pelo médico-veterinário e inclui medicamentos e medidas de suporte até a resolução do quadro.

O que você pode fazer em casa enquanto busca atendimento:

  • Evite contato direto sem luvas se notar feridas ou crostas; lave bem as mãos depois.
  • Lave camas, cobertores e roupas em água quente e aspire o ambiente.
  • Isole temporariamente o cachorro de outros animais até o diagnóstico.
  • Não tente tratar por conta própria com produtos humanos ou receitas da internet.

Procure o médico-veterinário rapidamente se o seu cachorro apresentar coceira intensa, feridas, áreas sem pelo ou se alguém da casa desenvolver irritação na pele.

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Fungos e leveduras (ex.: Malassezia)

Produzem oleosidade, coceira e mau cheiro, muitas vezes nas dobras da pele e nas orelhas. Tratamento tópico e às vezes oral, conforme o caso e à critério veterinário.

Piodermite (infecção bacteriana da pele)

Frequentemente é secundária a uma alergia ou lesão, além de outras causas sistêmicas de base, como doenças endócrinas – ex.: hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, diabetes mellitus; infecciosas – ex.: leishmaniose, doenças do carrapato; dentre outras. Manifestações clínicas: 

  • crostas,
  • espinhas com pus (pústulas),
  • feridas em alvo,
  • descamação. 

O tratamento geralmente melhora em poucos dias com antissépticos e/ou antibióticos conforme indicados por um médico-veterinário.

Carrapatos ocultos e outros ectoparasitas

Carrapatos podem estar em locais difíceis de ver; alguns ácaros também. Verificar bem todo o corpo e proteger com antiparasitários mensais.

Aqui no blog temos artigos mais completos sobre carrapatos e todos os males que eles podem trazer para seu cachorro. Acompanhe aqui e descubra mais (inserir lista de categoria carrapatos.)

Otite externa (problema de ouvido)

A otite externa é a inflamação da orelha (canal auditivo); causa coceira na orelha, sacudir a cabeça (meneio cefálico) e, muitas vezes, secreção ou mau cheiro. 

Em casa, observe vermelhidão, descarga escura/amarelada de cerúmen, odor, o cão pode reclamar ao tocar a orelha.

  • O que não fazer: não coloque cotonetes nem gotas caseiras no canal — isso pode piorar ou perfurar o tímpano.
  • O que checar rápido: presença de secreção, vermelhidão, calor na orelha, feridas ou dor ao toque.
  • Quando procurar o médico-veterinário: presença de secreção em quantidade anormal, com mau cheiro, sangramento, dor intensa, cabeça torta, perda de audição aparente ou falta de melhora em 48–72 horas.

Estresse e Ansiedade (coceira por comportamento)

O estresse e a ansiedade também podem causar coceira em cachorro, mesmo sem nenhum problema de pele. 

Nesses casos, o cão lambe ou morde sempre as mesmas regiões — como patas, flancos ou cauda — em um padrão repetitivo, o que pode gerar feridas e queda de pelo.

Situações como mudanças de rotina, solidão, tédio, ansiedade, falta de exercício ou novos animais em casa são gatilhos comuns.

Para ajudar, aumente a frequência e tempo dos passeios, ofereça brinquedos interativos e mantenha horários fixos de alimentação e lazer. Se a coceira persistir ou houver feridas, o médico-veterinário pode indicar tratamento comportamental e, em alguns casos, medicação de apoio.

Carrapatos também podem causar coceira em cachorros

Mesmo quando seu cão se coça muito e você não encontrou sinais de pulgas, é importante lembrar que os carrapatos também provocam irritação e coceira intensa na pele. 

Esses parasitas se alimentam do sangue do animal e podem se esconder em áreas difíceis de ver, como entre os dedos, dentro das orelhas ou próximo à cauda.

Além da coceira, os carrapatos podem transmitir doenças graves, como erlichiose, babesiose, hepatozoonose e doença de Lyme, que causam febre, apatia e anemia. Por isso, é essencial inspecionar o corpo do canimal com frequência, especialmente após passeios em áreas com mato, gramado ou solo úmido.

Prevenção: mantenha o uso de antiparasitários mensais, como o Vectra® 3D, que atua por contato, evitando que os carrapatos se fixem no animal.

Também é importante aspirar a casa, lavar panos e cobertores e tratar o ambiente, já que os ovos e larvas permanecem ativos fora do corpo do cão.

Como o médico-veterinário investiga (passo a passo)

  1. Anamnese: quando começou, onde coça, dieta, ambiente, viagensrecente.
  2. Exame físico: observação da pele, orelhas e regiões afetadas, avaliação sistêmica.
  3. Raspado de pele: procura ácaros (sarna).
  4. Citologia (esfregaço): identifica bactérias/leveduras.
  5. Cultura bacteriana ou exame micológico: caso o médico-veterinário suspeitar de piodermite ou micose, respectivamente.
  6. Exames de sangue: quando houver sinais sistêmicos ou suspeita de doenças de base como causa.
  7. Dieta de eliminação: em suspeita de alergia alimentar (troca da dieta por até 6–8 semanas).
  8. Exames específicos para doenças endócrinas e/ou infecciosas, dentre outras: quando houver sinais que sugerem doenças endócrinas (ex.: hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, diabetes mellitus), infecciosas (leishmaniose visceral canina, hemoparasitoses).

Temos um artigo que lista os principais exames, valores médios e onde existe a possibilidade de realização de exames gratuitos para a leishmaniose visceral canina. Vale a pena ver mais para entender.

Por que meu cachorro se coça muito mesmo sem ter pulgas? Descubra o que fazer agora!

Esses exames ajudam a definir o tratamento certo. Cada caso é diferente — por isso, a importância de um médico-veterinário para determinar a melhor conduta conforme o quadro do animal.

Em quanto tempo meu cachorro “fica bom”?

O tempo de melhora das doenças de pele varia conforme a causa, o estado geral do cão e a resposta individual ao tratamento. Em todos os casos, é essencial seguir as orientações do médico-veterinário e não interromper a medicação por conta própria — mesmo que o animal pareça melhor.

  • Piodermite (infecção bacteriana da pele)
    Quando tratada corretamente, as lesões costumam começar a melhorar em poucos dias. O médico-veterinário pode indicar antissépticos e/ou antibióticos, de forma tópica e/ou sistêmica conforme a necessidade, mas a duração do tratamento depende da gravidade e do histórico do cão.
  • Infecções fúngicas (micose e leveduras)
    Essas infecções exigem mais paciência. Em geral, a melhora é gradual, ao longo de várias semanas, com uso de antifúngicos tópicos e/ou orais e cuidados de higiene. A resposta varia conforme a extensão da lesão, causa de base e a imunidade do animal.
  • Sarna sarcóptica (escabiose)
    Com o tratamento indicado, os sintomas tendem a aliviar progressivamente nos primeiros dias. No entanto, a recuperação completa exige cuidados com o ambiente e, em alguns casos, tratamento dos outros animais da casa para evitar reinfecção.
  • Alergia alimentar (dermatite trofoalérgica)
    Para saber se a coceira tem relação com a alimentação, o médico-veterinário pode recomendar uma dieta de eliminação. Esse teste alimentar precisa ser mantido por até 6 a 8 semanas, tempo necessário para avaliar se há melhora.
  • Dermatite atópica (alergia ambiental crônica)
    Por ser uma condição de origem alérgica e hereditária, o foco está no controle, não na cura. A melhora das manifestações clínicas pode ser rápida com o uso correto das medicações, hidratação da pele, banhos terapêuticos e controle dos alérgenos causadores do quadro, mas o manejo deve ser contínuo.

Importante: evite qualquer tentativa de automedicação. O uso inadequado de antibióticos ou corticoides pode mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico correto. Sempre procure orientação profissional antes de iniciar qualquer tratamento.

E a Leishmaniose Visceral Canina ou Calazar? Quando Suspeitar desta doença silenciosa?

O calazar é o nome popular da leishmaniose visceral canina (LVC), uma doença grave e crônica causada pelo parasita Leishmania, transmitido pela picada da fêmea do flebótomo popularmente conhecido como mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis), que atinge os cães e pode também afetar os seres humanos. Embora o nome “calazar” ainda seja muito conhecido entre os tutores, é importante saber que ambos se referem à mesma enfermidade.

Apesar de também causar alterações na pele, a coceira isolada raramente ocorre ou é o primeiro sinal. O tutor precisa ficar atento a um conjunto de sintomas que, quando aparecem juntos, levantam a suspeita da doença.

Manifestações da leishmaniose canina ou calazar:

  • Feridas que demoram a cicatrizar (principalmente em orelhas, focinho, cauda e articulações).
  • Descamação da pele, queda de pelo ou crostas em várias partes do corpo, infecções secundárias da pele por fungos e/ou bactérias, o que pode ocasionar coceira.
  • Crescimento anormal das unhas (onicogrifose).
  • Perda de peso mesmo com o cão comendo normalmente.
  • Apatia, fraqueza, aumento dos linfonodos (caroços no pescoço ou virilha), febre intermitente.
  • Em casos mais avançados, podem surgir problemas oculares, sangramentos nasais e aumento do fígado e baço.

Esses sinais podem se confundir com outras doenças de pele, por isso o diagnóstico deve ser sempre feito por um médico-veterinário, com base em exames específicos.

  • Diagnóstico: O profissional pode solicitar testes sorológicos (como ELISA ou RIFI), parasitológicos (citologia) e/ou moleculares (PCR), que detectam a presença do parasita Leishmania no sangue ou em tecidos.
    Quanto mais cedo for feita a confirmação, maiores são as chances de controle e de qualidade de vida para o cachorro.
  • Tratamento e controle:
    O tratamento visa reduzir a carga parasitária e aliviar os sintomas, proporcionando remissão clínica — ou seja, o cão volta a se sentir bem e pode viver por anos com acompanhamento contínuo.
    Entre as opções terapêuticas aprovadas no Brasil está o MARBOX-LEISH®, da Ceva Saúde Animal, indicado para casos leves e moderados da doença canina. Ele atua promovendo a melhora clínica do cão, mas não elimina completamente o parasita, o que significa que o animal pode continuar sendo um reservatório da doença.

Durante o tratamento, o acompanhamento com o médico-veterinário é indispensável para dterminar o tratamento, ajustar doses, monitorar e avaliar a resposta clínica. A automedicação é perigosa e pode prejudicar o animal ou mesmo agravar o quadro.

Prevenção: Sua melhor arma contra a Leishmaniose Visceral Canina

A melhor forma de proteger o cão — e também a família — é impedir a picada do mosquito-palha.

Para isso, é fundamental o uso regular de antiparasitários de ação repelente, como o Vectra® 3D, que age contra mosquitos e flebótomos, reduzindo o risco de transmissão do Calazar.

O Vectra® 3D é um antiparasitário de uso tópico e aplicação mensal. Ele protege contra pulgas, carrapatos, mosquitos e flebótomos (mosquito-palha) — estes últimos, transmissores da LVC.

Sua aplicação é simples e você pode fazer em casa mesmo e em poucos minutos. Veja como é simples no vídeo de explicação da aplicação.

Além da facilidade de aplicação, Vectra® 3D possui uma das maiores abrangências protetivas do mercado. 

Pulgas (adultas e imaturas)

  • Como age: Mata por contato, sem necessidade de picada.
  • Início da ação: A partir de 15 minutos após a aplicação.
  • Proteção: Até 2 meses.
  • Ação adicional: Atua também nas formas imaturas (ovos e larvas), auxiliando na interrupção do ciclo da infestação.

Carrapatos

  • Como age: Mata por contato, antes que o carrapato se fixe no animal.
  • Início da ação: Até 8 horas após a aplicação.
  • Efeito hot-foot: Visa impedir que o carrapato se fixe no cão.
  • Proteção: Até 4 semanas.

Mosquitos e flebótomos

  • Como age: Repele os mosquitos e flebótomos, impedindo a picada.
  • Início da ação: A partir de 1 hora após a aplicação.
  • Proteção: Até 4 semanas contra os vetores da leishmaniose visceral canina e dirofilariose.

Além disso, a pipeta smart do Vectra® 3D facilita a aplicação, sua fórmula se espalha pela pele em até 8 horas e age sem que o parasita precise picar o animal.

Como colocado, a prevenção é a sua melhor arma contra a Leishmaniose Visceral Canina, e como tutor responsável que é, pode ainda usar outras medidas que ajudam nesse combate:

  • Evitar passeios ao entardecer e à noite, horários de maior atividade do flebótomo.
  • Manter o ambiente limpo, sem acúmulo de folhas ou matéria orgânica.
  • Instalar telas finas em janelas e canis.
  • Em viagens para áreas endêmicas, redobrar o cuidado com a aplicação do antiparasitário.

Importante:
A leishmaniose é uma zoonose, ou seja, também pode atingir pessoas. Cuidar da prevenção do seu cão é uma forma de proteger toda a família.

Então, o que vimos até aqui?

Se você chegou até aqui tentando entender por que meu cachorro se coça muito mesmo sem ter pulgas, já percebeu que existem várias causas possíveis — e nem todas estão ligadas a parasitas.
Essa coceira pode ser resultado de alergias, sarna, fungos, bactérias, problemas de ouvido ou até estresse, dentre outras causas sistêmicas de base. O importante é observar os sinais, seguir os primeiros cuidados e buscar ajuda profissional no momento certo.

A seguir, você confere o que fazer agora: um guia simples e seguro para os próximos dias, caso o seu cão esteja se coçando muito, mesmo sem pulgas à vista.

O que Fazer Agora — Guia Prático para Quem Percebe que o Cão se Coça Muito, Mas Não Tem Pulgas

Se o seu cachorro se coça muito, mas não tem pulgas, é possível tomar alguns cuidados imediatos para aliviar o desconforto e observar se há melhora nos próximos dias. Confira este resumo.

1. Observe os sinais.
Verifique onde ele mais se coça, se há vermelhidão, feridas ou queda de pelo. Tire fotos das áreas afetadas — isso ajuda o médico-veterinário a comparar a evolução do quadro.

2. Faça uma limpeza geral.
Lave a cama, cobertores e brinquedos em água quente e mantenha o ambiente bem ventilado, limpe o piso e passe aspirador em locais que não possam ser lavados. Isso ajuda a eliminar possíveis alérgenos e ovos de parasitas que possam estar no local.

3. Cuide da pele com suavidade.
Dê banho apenas se o cachorro estiver realmente sujo, usando shampoo suave indicado para cães. Seque bem a pele e evite o uso de perfumes ou produtos humanos.

4. Mantenha uma rotina leve e saudável.
Evite petiscos novos ou mudanças bruscas na dieta enquanto observa os sinais. Ofereça água fresca e uma ração equilibrada. Mantenha a rotina de antiparasitários mensais recomendada pelo médico-veterinário. Faça interação e atividades físicas regulares conforme a possibilidade para o pet, promova enriquecimento ambiental para promover bem-estar e evitar estresse! 

5. Avalie a evolução.
Se a coceira diminuir, mantenha os cuidados preventivos e a higiene.
Mas se o seu cachorro continuar se coçando sem pulgas visíveis, se surgirem feridas, secreção, apatia ou perda de apetite, procure um médico-veterinário o quanto antes.

Essas atitudes simples ajudam muito a aliviar o desconforto e facilitam o diagnóstico quando chegar o momento da consulta.

Quando Procurar o Médico-Veterinário (Sinais de Alarme)

Mesmo quando o cão está se coçando e você não encontra sinais de pulgas, é importante saber identificar quando o problema deixou de ser apenas um incômodo e passou a exigir atenção imediata do médico-veterinário.

Procure atendimento o quanto antes se observar um ou mais dos sinais abaixo:

  • Feridas abertas, com pus, crostas , caspas (descamação) ou cheiro forte.
  • Coceira intensa que leva o cachorro a se machucar ou sangrar.
  • Falta de apetite, apatia (ficar mais quieto ou triste) ou vômitos.
  • Perda de peso sem explicação ou febre persistente.
  • Alterações nos olhos, como vermelhidão, inchaço ou secreção espessa.
  • Comportamento anormal, outras alterações sistêmicas. 

Esses sintomas podem indicar infecções, alergias graves ou doenças sistêmicas, como doenças endócrinas ou infecciosas, como hemoparasitoses ou a leishmaniose canina.

Por isso, se o seu cão continua se coçando mesmo sem pulgas à vista e apresenta qualquer um desses sinais, não espere — procure um médico-veterinário o quanto antes para evitar complicações.

Prevenção (Prática e Simples)

Vamos reforçar mais uma vez: A prevenção é sempre o melhor caminho — especialmente quando seu cão tem essas coceiras sem uma causa aparente. Pequenos cuidados no dia a dia fazem toda a diferença para evitar coceiras, irritações e doenças de pele.

  • Mantenha o uso de antiparasitários mensais, sempre sob orientação do médico-veterinário. Produtos como o Vectra® 3D ajudam a prevenir pulgas, carrapatos e até mosquitos transmissores da dirofilariose e flebótomos que transmitem a leishmaniose visceral canina.
  • Higienize a cama, cobertores e tapetes do cão regularmente. Lave com água quente e seque bem ao sol. Limpe e lave o piso sempre que necessário. Aspire o ambiente com frequência para remover poeira, ácaros e ovos de parasitas.
  • Evite banhos em excesso. Banhar demais o cachorro pode retirar a camada natural de proteção da pele, deixando-a seca e mais propensa à coceira. Prefira intervalos adequados e use shampoos específicos para cães.
  • Reduza alérgenos em casa. Mantenha o ambiente limpo e arejado, troque filtros de ar e evite produtos de limpeza com cheiro forte, que podem irritar a pele e o nariz do animal.
  • Ofereça uma alimentação equilibrada. Rações de boa qualidade e sob orientação do médico-veterinário ajudam a manter a imunidade e a saúde da pele. Evite petiscos em excesso ou mudanças bruscas na dieta.
  • Evite o contato com o mosquito-palha. Esse inseto é o transmissor da leishmaniose visceral canina (calazar). Além da proteção com antiparasitários, mantenha o quintal limpo, sem folhas acumuladas ou matéria orgânica.
  • Plante espécies de plantas que ajudam a repelir mosquitos, como citronela, neem, alecrim e hortelã, nas áreas externas. Elas funcionam como um complemento natural na prevenção, especialmente em regiões de clima quente.

Com esses cuidados simples, você reduz as chances de ver o seu cão se coçando muito mesmo sem pulgas e ainda protege a saúde dele contra doenças mais sérias.

Vamos resolver essa coceira em seu cão

Quando percebemos que o cão se coça muito, é normal logo relacionarmos isso as pulgas, é natural pensar que se trata de algo simples. 

Mas, como vimos, essa coceira pode ser o sinal inicial de várias condições — de alergias e infecções até doenças mais sérias, como diabetes mellitus, doenças do carrapato ou a leishmaniose canina

Observar os sinais, aplicar cuidados básicos e buscar ajuda do médico-veterinário são atitudes que fazem toda a diferença para garantir o bem-estar e a recuperação do seu pet.

Com o acompanhamento profissional e a prevenção em dia — especialmente com antiparasitários de ação repelente, como o Vectra® 3D — é possível manter a pele do seu cão saudável e protegida. 

Cuidar dessas pequenas coceiras hoje é o primeiro passo para evitar grandes problemas amanhã. Assim, você protege seu melhor amigo e também a sua família contra doenças evitáveis.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Por que meu cão se coça muito, mesmo sem ter pulgas?
Quando meu cachorro se coça muito, mas não tem pulgas, as causas mais prováveis são alergias (ambiental ou alimentar), infecções de pele por bactérias ou fungos, sarnas, carrapatos escondidos, problemas de orelha (otite) ou até causas comportamentais, como estresse e ansiedade. Apenas o médico-veterinário pode confirmar a origem exata da coceira e intervir conforme a necessidade.

2. Como aliviar a coceira do cão em casa?
Penteie o pelo, lave a cama e os cobertores em água quente, mantenha o ambiente limpo e evite petiscos novos. Dê banho com shampoo suave para cães, quando recomendado. Caso o animal continue se coçando mesmo sem pulgas visíveis, ou apareçam feridas, procure o médico-veterinário.

3. A coceira pode ser leishmaniose canina (calazar)?
Sim, a leishmaniose visceral canina (LVC) pode causar lesões e infecções secundárias de pele, mas a coceira sozinha nem sempre é o primeiro sinal. Desconfie se houver feridas que não cicatrizam, emagrecimento, febre ou crescimento das unhas. Nesses casos, o veterinário pode solicitar exames específicos, como sorologia, exame parasitológico (citologia) ou molecular (PCR).

4. Existe shampoo que ajuda a diminuir a coceira?
Sim. Shampoos hidratantes e/ou terapêuticos que ajudam a controlar infecções bacterianas e/ou fúngicas, mas devem ser usados apenas com orientação profissional. Produtos caseiros ou de uso humano podem piorar a irritação da pele.

5. Como evitar que meu cão volte a se coçar mesmo sem ter pulgas?
Use antiparasitários mensais indicados pelo médico-veterinário, mantenha o ambiente limpo e a pele do animal sempre seca após o banho.
Ofereça uma alimentação equilibrada e, se possível, proteja o cão contra o mosquito-palha com produtos de ação repelente, como o Vectra® 3D.

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Redação do Blog

A Ceva é uma multinacional francesa, presente em mais de 40 países e dedicada ao desenvolvimento de produtos inovadores no mercado de saúde animal.

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