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Leishmaniose Visceral Canina: O que é, como prevenir e controlar a doença?

Leishmaniose visceral canina: entenda o que é, como prevenir e qual o tratamento indicado. Proteja seu cachorro com informações confiáveis.

A leishmaniose visceral canina (LVC), também conhecida como calazar, é uma doença grave, sem cura parasitológica comprovada até o momento, que pode afetar tanto os cães quanto os seres humanos. Seu desconhecimento por parte dos tutores ainda é comum e representa um obstáculo importante na prevenção e no cuidado com os pets.

Neste artigo, você vai entender tudo sobre a doença, como ela é transmitida, os principais sintomas, formas de prevenção e as alternativas de tratamento disponíveis. Continue lendo e proteja seu melhor amigo com informação de qualidade.

leishmaniose visceral canina (LVC)

O que é Leishmaniose Visceral Canina ou Calazar?

A leishmaniose visceral canina é causada pelo protozoário Leishmania infantum, transmitido ao cão por meio da picada do mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) infectado. Uma vez no organismo, o parasita compromete o sistema imunológico e pode atingir órgãos vitais como pele, rins, fígado, olhos, dentre outros.

Como se trata de uma zoonose, o calazar também representa risco para os seres humanos. No ambiente urbano, o mosquito se contamina ao picar animais infectados e, em seguida, transmite a doença para outros cães ou pessoas.

Aqui no Blog Leishmaniose Visceral Canina da Ceva, temos um conteúdo exclusivo explicando o que é uma zoonose. Vale a pena conferir!

Como ocorre a transmissão da leishmaniose visceral canina?

O principal vetor da doença é o mosquito-palha, com destaque para a espécie Lutzomyia longipalpis. Ele se alimenta do sangue de animais infectados, absorvendo o protozoário. Após esse contato, o mosquito se torna capaz de infectar outros cães e até seres humanos nas próximas picadas.

mosquito palha

Um ponto crítico é que o cachorro infectado pode levar meses ou até anos para apresentar sintomas, tornando-se um reservatório silencioso da doença. Esse aspecto dificulta o diagnóstico precoce e permite que a infecção se espalhe sem ser notada.

Por isso, é essencial levar seu pet ao médico-veterinário diante de qualquer suspeita. Somente esse profissional está habilitado para identificar, diagnosticar e orientar o tratamento da leishmaniose visceral canina.

Por que a leishmaniose é tão difícil de controlar?

O maior desafio está na forma silenciosa com que a doença evolui. Muitos cães podem estar contaminados sem manifestar sintomas visíveis durante longos períodos — a chamada fase de incubação, que pode variar em média entre 6 meses e 2 anos.

Durante esse tempo, o cão infectado pode continuar sendo fonte de contaminação para mosquitos, que por sua vez espalham a doença para outros animais e pessoas. O controle, portanto, depende de ações constantes de prevenção e vigilância.

Além disso, fatores ambientais, como o acúmulo de matéria orgânica e a presença de áreas arborizadas ou baldias, favorecem a proliferação do mosquito-palha, exigindo atenção redobrada dos tutores.

Como prevenir a leishmaniose visceral canina?

A melhor maneira de proteger seu cachorro é evitar a picada do mosquito transmissor. A forma mais eficaz de prevenção é o uso regular de produtos com ação repelente comprovada, como o Vectra® 3D.

Ação do Vectra® 3D

O Vectra® 3D é um antiparasitário de uso tópico, com aplicação mensal. Ele protege o pet contra pulgas, carrapatos, mosquitos e flebótomos (mosquito-palha), principais vetores da leishmaniose visceral canina.

Pulgas (adultas e imaturas):

  • Como age: Mata por contato, sem necessidade de picada.
  • Início da ação: A partir de 15 minutos após a aplicação.
  • Proteção: Até 2 meses.
  • Ação adicional: Elimina ovos e larvas, quebrando o ciclo das pulgas.

Carrapatos:

  • Como age: Mata por contato, antes da fixação na pele.
  • Início da ação: Até 8 horas após a aplicação.
  • Efeito hot-foot: Impede que o carrapato se fixe.
  • Proteção: Até 4 semanas.

Mosquitos e Flebótomos:

  • Como age: Repele os mosquitos e flebótomos.
  • Início da ação: A partir de 1 hora.
  • Proteção: Até 4 semanas contra os vetores da leishmaniose e da dirofilariose.

A fórmula do produto se espalha de forma uniforme pela pele do animal em até 8 horas, protegendo de forma prática e segura, sem necessidade do parasita picar o cão.

Dicas complementares de prevenção:

  • Mantenha o ambiente limpo, sem matéria orgânica, folhas e restos de alimentos acumulados.
  • Evite passeios com o pet no fim da tarde e durante a noite, horários de maior atividade do mosquito.
  • Use telas protetoras e inseticidas em casa.
  • Redobre os cuidados ao viajar para regiões endêmicas como o Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste.

Como saber se meu cachorro tem leishmaniose visceral?

Leishmaniose Visceral Canina: O que é, como prevenir e controlar a doença?

O diagnóstico definitivo depende de exames laboratoriais solicitados e interpretados por um médico-veterinário. Porém, alguns sinais clínicos podem servir de alerta para os tutores.

No nosso blog, você encontra um artigo detalhado sobre os exames disponíveis, com orientações sobre locais onde o exame pode ser feito gratuitamente. Não deixe de conferir!

Ainda assim, é importante ficar atento aos sinais da leishmaniose visceral canina, que o Claudio Rossi destaca na imagem abaixo.

Leishmaniose Visceral Canina: O que é, como prevenir e controlar a doença?
1 – Área de alopecia-hipotricose com presença de disqueratinização furfurácea, crostas hemáticas (setas), eritema e lignificação local. 2 – Disqueratinização (seborreia) em ponta de orelha (dermatose marginal). 3 – Hiperqueratose nasal / Crédito de imagem Dr. Claudio Rossi e Dr. Maurício Zanette

Sintomas da leishmaniose visceral canina

Os sinais clínicos da doença podem variar conforme o estágio da infecção. A seguir, listamos os mais comuns:

  • Queda de pelos (alopecia): Começa em regiões como em face, ao redor dos olhos, orelhas e focinho, podendo se espalhar.
  • Lesões de pele (descamações, crostas e feridas): Comum em focinho, orelhas e cauda, as feridas demoram a cicatrizar.
  • Crescimento anormal das unhas (onicogrifose): As unhas crescem demais e rapidamente.
  • Apatia e emagrecimento: Mesmo comendo normalmente, o pet pode perder peso e ficar desanimado.
  • Aumento de volume dos linfonodos (ínguas): Detectado ao toque no pescoço, axilas ou virilha.
  • Problemas oculares: Conjuntivite, vermelhidão e secreções nos olhos, podendo causar cegueira.
  • Atrofia muscular e dificuldade de locomoção: Tremores, fraqueza nas patas traseiras e dificuldade para levantar-se.
  • Febre irregular: Pode aparecer em momentos distintos, sem padrão.
  • Diarreia persistente: Um sintoma menos comum, mas que pode indicar comprometimento digestivo.
  • Aumento do fígado e baço (hepatomegalia e esplenomegalia): O animal pode sentir dor e desconforto abdominal.

Esses sinais devem motivar uma visita imediata ao veterinário. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controle dos sintomas e melhora a qualidade de vida do pet.

Como tratar a leishmaniose visceral canina?

Embora não haja cura parasitológica, existem tratamentos clínicos que permitem o controle da doença e a melhora dos sintomas. Entre as opções mais modernas está o MARBOX-LEISH®, desenvolvido pela Ceva Saúde Animal.

Leishmaniose Visceral Canina: O que é, como prevenir e controlar a doença?

MARBOX-LEISH®

  • Indicação: Casos leves a moderados de calazar.
  • Apresentação: Comprimidos de 20 mg e 60 mg.
  • Posologia: 5 mg/kg/dia, via oral com ou sem alimentação, por 28 dias.
  • Efeito: Promove remissão clínica dos sintomas, permitindo uma vida mais confortável ao animal.

O produto é seguro e eficaz, mas a decisão pelo tratamento deve sempre ser feita com acompanhamento veterinário.

O que dizem as autoridades veterinárias

Segundo a Portaria Interministerial nº 1.426/2008, o uso de medicamentos humanos para tratar cães com leishmaniose visceral é proibido no Brasil. O tratamento deve ser feito apenas com produtos licenciados para uso veterinário, como o MARBOX-LEISH®, sempre sob prescrição desse profissional.

A eutanásia, muitas vezes temida pelos tutores, só é recomendada em casos muito específicos, quando o cão não responde ao tratamento ou não há condições adequadas para continuidade dos cuidados.

Fontes oficiais e confiáveis:

  • Ceva Brasil – Marbox-Leish
  • MAPA – Ministério da Agricultura
  • Portal Fiocruz
  • Prefeitura de Belo Horizonte.

A leishmaniose visceral canina é uma doença grave, mas que pode ser controlada com medidas de prevenção eficazes e tratamento adequado. A melhor defesa continua sendo a informação e o cuidado diário com a saúde do seu pet.

Use o Vectra® 3D mensalmente, mantenha o ambiente limpo e procure o veterinário ao primeiro sinal suspeito. Em caso de diagnóstico confirmado, o MARBOX-LEISH® pode auxiliar no controle da doença e oferecer mais qualidade de vida ao seu cão.

Proteger quem você ama é sempre a melhor escolha.

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Redação do Blog

A Ceva é uma multinacional francesa, presente em mais de 40 países e dedicada ao desenvolvimento de produtos inovadores no mercado de saúde animal.

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