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Leishmaniose Visceral Canina: Guia completo sobre sintomas, tratamento e prevenção do Calazar

Leishmaniose canina: guia completo sobre sintomas, diagnóstico, tratamento com MARBOX-LEISH® e prevenção com Vectra® 3D. Proteja seu cão!

A leishmaniose visceral canina (LVC), popularmente conhecida como calazar, é uma das doenças mais preocupantes para quem tem um cão.

Trata-se de uma zoonose grave – doença transmissível entre animais e pessoas – causada pelo protozoário Leishmania infantum. Diferente de outras enfermidades comuns, ela é sistêmica, crônica e, se não tratada adequadamente, pode comprometer seriamente a qualidade de vida do animal.

O Brasil é um dos países com maior incidência da doença no mundo. Por isso, entender como ela funciona, reconhecer os sinais precoces e, principalmente, saber como proteger o cão é um dever de todo tutor responsável.

Neste guia completo, explicamos tudo o que você precisa saber para manter seu cão seguro.

Leishmaniose Visceral Canina: Guia completo sobre sintomas, tratamento e prevenção do Calazar

Como o cão pega leishmaniose? (Transmissão)

Um dos maiores mitos sobre a doença é achar que ela passa pelo contato direto. O cão não transmite a leishmaniose diretamente para humanos ou outros cães através de saliva, mordida ou convivência.

A transmissão ocorre exclusivamente pela picada da fêmea de um inseto vetor infectado: o mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis).

O ciclo da doença

  1. O mosquito-palha pica um animal infectado (reservatório) e ingere o parasita.
  2. O parasita se desenvolve dentro do intestino do inseto.
  3. O mosquito pica um cão saudável e transmite o protozoário pela saliva.

O mosquito-palha é pequeno, de cor amarelada e costuma viver em locais com matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos podres, fezes), preferindo picar ao entardecer e à noite, até o amanhecer.

Curiosidade: O mosquito-palha é muito menor que o pernilongo comum. Ele mede entre 2 a 3 mm e, ao contrário do mosquito da dengue, não produz aquele zumbido característico ao voar. Por isso, muitas vezes passa despercebido.

Leishmaniose Visceral Canina: Guia completo sobre sintomas, tratamento e prevenção do Calazar

Sintomas: o que observar no seu cão?

A leishmaniose é uma doença “silenciosa”. O período de incubação pode variar de meses a anos, sendo em média de cerca de 5 meses, e muitos cães permanecem assintomáticos por muito tempo, mesmo estando infectados.

Estudos indicam que entre 50% e 80% dos cães infectados por LVC permanecem sem sinais clínicos por longo período.

Quando a doença se manifesta, ela pode afetar diversos órgãos (pele, rins, fígado, baço, olhos, articulações, dentre outros). As principais alterações clínicas que o tutor deve observar são:

Problemas de pele

  • Queda de pelos (alopecia): Principalmente ao redor dos olhos, orelhas e focinho;
  • Descamação: Presença de “caspas” na pele;
  • Feridas que não cicatrizam (úlceras): Comuns nas pontas das orelhas, focinho, cauda e articulações;
  • Crostas espessas: Especialmente nas orelhas.

Onicogrifose

Crescimento exagerado e anormal das unhas. Este é um dos sinais mais característicos da leishmaniose canina, embora nem sempre ocorra. As unhas crescem rapidamente e de forma curvada, mesmo com o desgaste natural do animal.

Perda de peso

O cão emagrece progressivamente, mesmo mantendo o apetite normal. A atrofia muscular também é comum, deixando o animal com aparência fraca.

Apatia e fraqueza

O animal fica desanimado, cansa fácil durante os passeios e pode demonstrar menos interesse em brincadeiras que antes adorava.

Lesões oculares

  • Vermelhidão;
  • Secreção (remela) persistente;
  • Conjuntivite;
  • Inflamações que podem deixar o olho opaco.

Aumento de órgãos e linfonodos

  • Aumento do fígado e baço (detectado pelo médico-veterinário);
  • Aumento dos linfonodos (ínguas no pescoço, axilas e virilha).

Outros sinais

  • Febre irregular;
  • Vômitos e diarreia;
  • Problemas renais e hepáticos;
  • Sangramentos nasais;
  • Dificuldade para se locomover.

Importante: Esses sinais podem aparecer de forma isolada ou combinada, e nem sempre seguem uma ordem específica. Por isso, ao primeiro sinal de alteração, leve seu cão ao médico-veterinário.

Diagnóstico: como confirmar a doença?

Como os sintomas da leishmaniose podem ser confundidos com outras doenças (como sarna, doenças do carrapato, alterações endócrinas), o diagnóstico clínico não é suficiente. É obrigatório realizar exames laboratoriais específicos solicitados pelo médico-veterinário.

Os métodos diagnósticos mais comumente utilizados incluem:

Testes sorológicos

Detectam anticorpos contra a doença. O Ministério da Saúde recomenda:

  • Teste Rápido (TR-DPP) para triagem;
  • ELISA para confirmação.

Além desses, a reação de imunofluorescência indireta (RIFI) também é empregada em rotina clínica, inclusive no acompanhamento pós tratamento.

Testes parasitológicos (citologia)

Buscam visualizar o parasita diretamente através de punção de linfonodos, medula óssea ou lesões de pele.

Testes moleculares (PCR)

Detectam o DNA do parasita, sendo muito sensíveis para confirmar a infecção mesmo em animais com poucos sintomas ou assintomáticos.

Você sabia? Em alguns estados brasileiros, é possível fazer os exames gratuitamente através dos Centros de Controle de Zoonoses. Vale a pena verificar a disponibilidade na sua cidade.

Leishmaniose tem cura? Entenda o tratamento

Esta é a dúvida mais comum. Tecnicamente, não existe cura parasitológica comprovada até o momento, ou seja, é muito difícil eliminar 100% dos parasitas do corpo do cão. Portanto, o animal permanecerá portador por toda a vida.

No entanto, existe a possibilidade de cura clínica (remissão dos sintomas). Com o tratamento correto, é possível:

  • Reduzir a carga parasitária;
  • Curar as feridas;
  • Recuperar o peso;
  • Devolver a qualidade de vida ao animal.

O tratamento com MARBOX-LEISH®

Atualmente, o tratamento é permitido e regulamentado no Brasil, devendo ser feito com medicamentos de uso veterinário registrados no MAPA. O uso de medicamentos humanos é proibido para evitar resistência parasitária.

Uma das principais opções terapêuticas é o MARBOX-LEISH®, desenvolvido pela Ceva Saúde Animal.

Como funciona:

  • Contém marbofloxacina, uma fluoroquinolona com ação antimicrobiana;
  • Atua reduzindo a carga parasitária do organismo;
  • Indicado para casos leves a moderados de leishmaniose visceral canina.

Protocolo de uso:

  • Dose: 5 mg/kg de peso vivo, via oral, uma vez ao dia por 28 dias consecutivos;
  • Apresentações: Comprimidos palatáveis de 20 mg (1 comprimido para cada 10 kg) e 60 mg (1 comprimido para cada 30 kg);
  • Administração: Oral, a ser realizada no mesmo horário todos os dias, com ou sem alimento;
  • Reavaliação: Após 28 dias, o cão deve ser reavaliado com novos exames clínicos e laboratoriais, conforme a necessidade.

Importante: Sempre siga rigorosamente as orientações do médico-veterinário. Nunca interrompa o tratamento por conta própria.

Legislação e eutanásia

Segundo a Portaria Interministerial nº 1.426/2008 (Ministério da Saúde e MAPA), o tratamento é permitido desde que sejam usados produtos registrados e aprovados para uso veterinário.

A eutanásia, embora ainda prevista em situações específicas (casos muito graves, animais com comorbidades graves ou sem controle vetorial adequado), não é mais a única alternativa.

Fonte: Portaria Interministerial nº 1.426/2008

Prevenção: a melhor estratégia

Como o tratamento é contínuo e a doença é grave, a prevenção é a única forma de garantir a segurança do seu cão e da sua família. A estratégia mais eficaz é evitar a picada do mosquito (repelência).

1. Uso de repelentes tópicos: Vectra®3D

A proteção individual do cão é indispensável. O Vectra® 3D é uma pipeta de aplicação mensal que age como repelente e inseticida.

Mosquitos e flebótomos (mosquito-palha)

  • Como age: Repele os mosquitos e flebótomos, impedindo a picada;
  • Início da ação: A partir de 1 hora após a aplicação;
  • Proteção: Até 4 semanas contra os vetores da leishmaniose visceral canina e dirofilariose (verme do coração).

Por que isso é fundamental? Se o mosquito infectado não pica o cão, ele não transmite a doença. Além disso, se o cão já estiver infectado, impedir a picada evita que ele transmita o parasita para outros mosquitos, quebrando o ciclo de transmissão.

Pulgas (adultas e imaturas)

  • Como age: Mata por contato, sem necessidade de picada;
  • Início da ação: A partir de 15 minutos após a aplicação;
  • Proteção: Até 2 meses;
  • Ação adicional: Atua também nas formas imaturas (ovos e larvas), auxiliando no controle ambiental e na interrupção do ciclo da infestação.

Você sabia? Uma única pulga fêmea pode colocar até 50 ovos por dia. Ao eliminar ovos e larvas, o Vectra® 3D quebra o ciclo reprodutivo e evita novas infestações.

Carrapatos

  • Como age: Mata por contato, antes que o carrapato se fixe no animal;
  • Início da ação: Até 8 horas após a aplicação;
  • Efeito hot-foot: Visa impedir que o carrapato se fixe no cão;
  • Proteção: Até 4 semanas.

Curiosidade: O efeito hot-foot faz com que o carrapato sinta uma sensação de “pés quentes” ao entrar em contato com a pele tratada, fazendo com que ele se desprenda antes de conseguir picar.

Como aplicar o Vectra®3D

  1. Aplica-se o produto diretamente na pele do cão (não no pelo);
  2. Aplicação em linha reta, da base da cauda até a nuca;
  3. Em locais onde o cão não consegue lamber;
  4. A fórmula se espalha pela pele em até 8 horas, com plena ação após 24 a 48 horas;
  5. Age sem que o parasita precise picar o animal.

A pipeta smart do Vectra® 3D possui design inteligente que facilita a aplicação e evita desperdícios.

2. Manejo ambiental (limpeza)

O mosquito-palha se reproduz em matéria orgânica. Para evitar que ele nasça no seu quintal:

  • Recolha fezes de animais, folhas secas e frutos apodrecidos diariamente;
  • Mantenha o quintal limpo e pode árvores para reduzir o sombreamento e umidade excessiva do solo;
  • Evite acumular lixo orgânico;
  • Lave o piso e aspire ambientes internos com frequência.

3. Cuidados adicionais

  • Evite passeios ao entardecer e à noite: Horários de maior atividade do mosquito-palha;
  • Use telas finas em janelas e portas: Impedem a entrada do inseto;
  • Plante citronela, neem, alecrim e hortelã: Essas plantas ajudam a repelir naturalmente os mosquitos.

Por que a prevenção é tão importante?

Mesmo um cão tratado e em remissão clínica continua sendo um reservatório do parasita. Isso significa que, se for picado novamente pelo mosquito-palha, pode transmitir a doença.

Por isso, o uso mensal de Vectra® 3D é indispensável tanto para:

  • Cães saudáveis: Evitar a infecção;
  • Cães infectados: Impedir que transmitam o parasita e evitar reinfecções que podem agravar o quadro.

A prevenção protege não apenas o seu cão, mas também sua família e toda a comunidade.

Áreas de risco no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, casos de leishmaniose visceral canina ocorridos no próprio local (autóctones) já foram confirmados em 25 das 27 unidades federativas do país.

As regiões com maior incidência são:

  • Nordeste (Maranhão, Ceará, Piauí, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, dentre outros);
  • Centro-Oeste (Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso);
  • Sudeste (principalmente Minas Gerais e interior de São Paulo, áreas do Rio de Janeiro e Espírito Santo);
  • Norte (Pará e Roraima);
  • Parte do Sul (tanto no Parana, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Isso significa que a doença não se limita mais a regiões tradicionalmente conhecidas como endêmicas. A proteção deve ser feita durante todo o ano, em qualquer região do Brasil.

Conclusão: tratamento e prevenção caminham juntos

A leishmaniose visceral canina deixou de ser uma sentença de morte. Com o avanço da medicina veterinária, hoje é possível tratar o cão com medicamentos como o MARBOX-LEISH®, garantindo remissão clínica e qualidade de vida.

Porém, o foco deve ser sempre a prevenção. Manter o ambiente limpo e usar religiosamente repelentes como o Vectra® 3D são atos de amor que protegem não apenas o seu cão, mas a saúde pública de toda a sua comunidade.

Se notar qualquer sintoma, procure um médico-veterinário imediatamente. O diagnóstico precoce aumenta as chances de controle da doença e melhora significativamente o prognóstico.

Com informação, prevenção contínua e tratamento adequado, é possível controlar a leishmaniose e garantir uma vida longa e saudável para o seu cão.

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Redação do Blog

A Ceva é uma multinacional francesa, presente em mais de 40 países e dedicada ao desenvolvimento de produtos inovadores no mercado de saúde animal.

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