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Feridas na cabeça do cachorro. 5 causas — e a última é a mais preocupante

Seu cachorro está com feridas na cabeça? Conheça 5 potenciais causas e descubra quando isso pode ser sinal de um problema sério.

Ver uma ferida na cabeça do cão assusta qualquer tutor. A região é sensível, fica perto dos olhos, das orelhas e do focinho, e muitas vezes sangra, ulcera ou cria crostas rápidamente. 

A boa notícia é que algumas feridas são simples de resolver. A má notícia é que outras podem indicar doenças sérias — e ignorar os sinais pode atrasar um diagnóstico importante.

Neste guia, você vai entender as 5 causas comuns de feridas na cabeça do cachorro, desde machucados leves até a causa mais preocupante, que exige atenção imediata. O objetivo é ajudar você a observar melhor, agir rápido e proteger seu pet da forma certa.

Feridas na cabeça do cachorro. 5 causas — e a última é a mais preocupante

1. Machucados simples, brigas, brincadeiras e arranhões

Entre as causas mais comuns estão os ferimentos por acidentes do dia a dia. A cabeça do cachorro é uma área que bate facilmente em portas, móveis, muros e quinas. 

Além disso, brigas entre cães e arranhões de gatos podem causar cortes ou escoriações que inflamam e formam crostas – aquelas casquinhas de feridas.

Como essas feridas aparecem:

  • corte recente ou arranhão superficial;
  • pequena área avermelhada com casquinha;
  • ferida única e localizada (normalmente um ponto só);
  • dor ao toque, mas sem coceira intensa.

O que você pode fazer em casa?

Se for um arranhão leve, você pode limpar apenas com soro fisiológico e secar com gaze. Nada de passar álcool ou pomadas para uso humano em seu cachorro.

Caso o animail esteja com dor, sangrar demais ou a ferida for profunda, leve ao médico-veterinário o quanto antes. Cortes mal-cuidados podem virar infecção bem séria.

Feridas na cabeça do cachorro. 5 causas — e a última é a mais preocupante

2. Coceira, alergias e pulgas que fazem o cachorro se machucar

Quando o cachorro coça a cabeça de forma repetitiva, ele pode acabar abrindo feridas. Isso acontece muito em quadros alérgicos, principalmente:

  • alergia a picada de pulga;
  • hipersensibilidade alimentar (dermatite trofoalérgica);
  • dermatite atópica (alergia ambiental).

A dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP) é uma das principais causas de feridas na cabeça, base das orelhas e pescoço. 

Para animais sensíveis, basta uma picada para causar coceira intensa. O cachorro esfrega a cabeça no chão, bate na parede, passa as patas no rosto e, sem perceber, abre machucados que inflamam.

Aqui no blog temos um artigo bem mais completo sobre isso e que ainda ensina a se livrar das pulgas, veja aqui.

Sinais que podem aparecer:

  • escoriações e/ou crostas atrás das orelhas;
  • queda de pelo ao redor da cabeça;
  • lambedura ou coceira constante;
  • feridas que surgem do nada e piora rápido.

Aqui, tratar apenas a ferida não resolve totalmente. O correto seria tratar também a causa e não só os sinais.

É preciso controlar a causa da coceira — e o médico-veterinário vai indicar o caminho certo. E nunca esqueça: controlar pulgas e carrapatos é indispensável!

3. Sarnas que causam feridas doloridas

Feridas na cabeça do cachorro. 5 causas — e a última é a mais preocupante

A cabeça do cachorro é um dos primeiros locais afetados por alguns tipos de sarna, principalmente a sarna sarcóptica e a sarna demodécica.

Sarna sarcóptica (escabiose)

  • coceira intensa;
  • descamação e crostas nas bordas das orelhas;
  • feridas no focinho e ao redor dos olhos;
  • o cão esfrega a cabeça e coça com as patas até machucar.

Essa sarna é contagiosa inclusive para humanos e precisa de tratamento rápido.

Sarna demodécica (sarna negra)

  • falhas de pelo na cabeça;
  • lesões ao redor dos olhos e focinho;
  • cronificação do quadro com espessamento e escurecimento da pele;
  • feridas que podem infeccionar.

Ela não é contagiosa, bem como raramente apresenta coceira intensa, mas exige acompanhamento porque pode durar muito tempo se o sistema imunológico do cão estiver fraco.

Por que a cabeça é tão afetada?

O animal se coça muito nessa região, e a pele é fina. Qualquer inflamação pode virar uma ferida em pouco tempo. 

Realizar um exame por raspado de pele e identificar o tipo de ácaro é o primeiro passo — e isso só o médico-veterinário pode fazer.

4. Fungos (micoses) e infecções bacterianas (piodermite)

Fungos e bactérias também podem causar feridas na cabeça do cachorro, principalmente ao redor dos olhos, no crânio, no focinho e nas orelhas.

Fungos (micoses)

A micose costuma formar lesões arredondadas, avermelhadas a escurecidas e com queda de pelo, além de descamação. Às vezes não coça, outras vezes causa irritação que leva a feridas.

Dependendo do agente pode passar para as pessoas. Por isso, não tente tratar por conta própria.

Piodermites (infecções bacterianas)

Aqui aparecem:

  • espinhas (pústulas);
  • crostas espessas;
  • ferida úmida, com mau cheiro, presença de sangue e pús;
  • áreas avermelhadas, quentes e doloridas, por vezes doloridas (inflamação).

É muito comum quando o cão apresenta uma doença de base ou por outro motivo — a queda de imunidade e a pele machucada abre espaço para a proliferação de bactérias.

Esses casos sempre precisam de avaliação, porque o tratamento depende do agente envolvido. O tutor vê uma “ferida”, mas a causa pode ser totalmente diferente do que parece.

5. Leishmaniose canina – a causa mais preocupante

A ferida na cabeça pode parecer um machucadinho. Mas, quando não cicatriza, volta sempre no mesmo lugar, cria crostas espessas ou aparece em orelhas, focinho e ao redor dos olhos, é preciso ligar o alerta: pode ser leishmaniose canina.

Feridas na cabeça do cachorro. 5 causas — e a última é a mais preocupante
1 – Área de alopecia-hipotricose com presença de disqueratinização furfurácea, crostas hemáticas (setas), eritema e lignificação local. 2 – Disqueratinização (seborreia) em ponta de orelha (dermatose marginal). 3 – Hiperqueratose nasal / Crédito de imagem Dr. Claudio Rossi e Dr. Maurício Zanette

A leishmaniose visceral canina é transmitida pelo vetor flebotomíneo (mosquito-palha) e é uma doença séria. 

As lesões na cabeça são um dos primeiros sinais dermatológicos porque a região tem pele fina e recebe muitas picadas, além do risco de inflamação dos vasos sanguíneos de menor calibre (vasculite), particularmente nas orelhas.

Como as feridas aparecem:

  • crostas espessas nas pontas das orelhas;
  • feridas que parecem melhorar e abrem de novo (não cicatrizam);
  • descamações no focinho;
  • feridas ao redor dos olhos;
  • queda de pelo na cabeça;
  • feridas secas que nunca fecham de verdade.

Com o tempo, podem surgir outros sinais:

  • emagrecimento;
  • cansaço fácil;
  • crescimento exagerado das unhas;
  • aumento dos gânglios (ínguas);
  • problemas de pele em outras partes do corpo.

A doença é multissistêmica, o que significa dizer que pode acometer qualquer órgão do corpo e ocasionar manifestações clínicas inespecíficas relacionadas ao organismo como um todo.

O que fazer?

Se existe qualquer suspeita de leishmaniose canina, procure o médico-veterinário imediatamente. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor é o controle da doença.

Atualmente, cães com leishmaniose podem apresentar remissão clínica e viver com qualidade quando tratados corretamente com medicamentos indicados pelo médico-veterinário, incluindo MARBOX-LEISH®, e protegidos continuamente contra o mosquito com repelentes tópicos de ação comprovada, como o Vectra® 3D, aplicado mensalmente.

Este é mais um caso em que, tratar a ferida não resolve o problema. Pelo contrário, pode retardar o tratamento adequado e agravar ainda mais a doença.

O cuidado precisa ser completo: diagnóstico, tratamento e prevenção vetorial contínua!

Feridas na cabeça nunca devem ser ignoradas

A cabeça é uma região muito sensível. Feridas ali podem ser apenas pequenos machucados, mas também podem indicar alergias fortes, parasitas, infecções, sarnas e, no pior cenário, leishmaniose canina.

Sempre observe:

  • se dói;
  • se sangra;
  • se tem mau cheiro;
  • se volta a aparecer;
  • se não cicatriza;
  • se o cão está triste ou sem apetite, dentre outras alterações sistêmicas.

Ao primeiro sinal de algo estranho, leve seu pet ao médico-veterinário. E mantenha a prevenção contra picadas de insetos em dia: cuidar antes é sempre mais seguro, mais simples e mais barato do que tratar depois.

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Feridas na cabeça do cachorro podem ser simples ou perigosas. Veja as 5 causas mais comuns — e porque a última exige atenção imediata.

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Seu cachorro está com feridas na cabeça? Conheça as 5 principais causas e descubra quando isso pode ser sinal de um problema sério.

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Redação do Blog

A Ceva é uma multinacional francesa, presente em mais de 40 países e dedicada ao desenvolvimento de produtos inovadores no mercado de saúde animal.

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