A leishmaniose visceral canina é um nome que assusta muito. E não é para menos. A doença é séria, pode evoluir em silêncio e, por ser uma zoonose, também pode afetar os seres humanos.
O medo e a falta de informação acabam criando barreiras e tornando esse mal, que de fato é grave, em algo potencialmente ainda maior. Seja por medo de procurar ajuda, ou por achar que tudo já está perdido.
Quando se chega ao consultório do médico-veterinário, a cabeça está cheia de dúvidas: “Meu cachorro vai morrer?”, “Minha família está em perigo?”, “O que eu faço agora?”.
Para ajudar a trazer um pouco de luz e tranquilidade, reunimos as perguntas mais comuns que os veterinários ouvem sobre a leishmaniose canina. O objetivo é desfazer mitos, explicar o que é verdade e mostrar que, com a orientação certa, é possível cuidar do seu amigo e proteger toda a sua família.
Índice do Artigo
1. Doutor, o que é exatamente a leishmaniose visceral canina?

A leishmaniose visceral é uma doença causada por um parasita microscópico chamado Leishmania infantum. Ela não é contagiosa como uma gripe, que passa de um para o outro.
A única forma do seu cachorro ou de uma pessoa pegar a doença é pela picada de um inseto muito pequeno, conhecido como mosquito-palha.
O que acontece é o seguinte: o mosquito pica um animal que já está doente e se contamina com o parasita. Depois, esse mesmo mosquito, agora infectado, pica um cão ou uma pessoa sadia, e passa o parasita adiante. É por isso que o grande vilão da história é o mosquito, e não o cachorro.
2. Como posso saber se meu cachorro está com leishmaniose? Quais são os sinais?
Essa é uma das maiores preocupações, porque a doença pode ser sorrateira. Alguns cães podem passar meses ou até anos com o parasita no corpo sem mostrar nenhum sinal. São os chamados “portadores assintomáticos”, ou seja, animais que não parecem, mas estão infectados e podem ficar doentes.

Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são:
- Problemas de pele: Feridas que demoram muito para cicatrizar, principalmente no focinho, nas orelhas e nas patas. A pele pode ficar seca e com muita descamação, parecendo caspa. Presença de em geral pequenos aumentos de volume de consistência sólida, ocorrência de dermatites que podem cronificar.
- Emagrecimento: O cachorro perde peso de forma progressiva, mesmo que continue comendo normalmente.
- Queda de pelos: Os pelos ao redor dos olhos podem cair, deixando um aspecto de “óculos”. A pelagem como um todo pode ficar rala e sem brilho.
- Crescimento exagerado das unhas: As unhas crescem muito rápido, ficam grossas e curvadas.
- Desânimo e fraqueza: O cachorro fica mais quieto, triste, sem vontade de brincar ou passear. É um cansaço que não passa.
Se você notar um ou mais desses sinais, não espere. Leve seu cão ao médico-veterinário para uma avaliação completa.
3. Meu cão pode passar leishmaniose canina diretamente para mim ou para meus filhos?
Não. Este é o mito mais importante que precisamos derrubar. Você não pega leishmaniose fazendo carinho, recebendo uma lambida, ou mesmo se for mordido pelo seu cachorro. A convivência com um cão que tem a doença não oferece risco de transmissão direta.
Lembre-se: a transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha infectado. O cão infectado, nesse ciclo, funciona como um “reservatório”. Isso significa que ele hospeda o parasita, e se um mosquito-palha o picar, esse mosquito pode se infectar e depois picar uma pessoa ou mesmo outro animal e transmitir o paratito.
Por isso, cuidar da saúde do cão e protegê-lo do mosquito é também uma forma de proteger a saúde pública.
4. Como posso proteger meu cachorro das picadas do mosquito-palha?

Aqui está o ponto mais importante de todos: a prevenção. Se o mosquito não picar, não há transmissão. A forma mais eficaz de fazer isso é usando produtos repelentes, que funcionam como um verdadeiro escudo para o seu cão.
Uma das opções mais recomendadas pelos veterinários é o Vectra® 3D. Ele é um antiparasitário de uso tópico (aplicado na pele do animal) que oferece uma proteção completa.
Como o Vectra® 3D funciona contra o mosquito-palha?
O Vectra® 3D tem uma forte ação repelente. Isso significa que ele cria uma barreira na pele e nos pelos do cachorro que afasta o mosquito-palha, diminuindo o risco que ele pouse para picar. A ação repelente começa apenas 1 hora após a aplicação,com plena distribuição em até 48 horas e duração da proteção por até 4 semanas.
Além de proteger contra o vetor da leishmaniose, o Vectra® 3D também é eficaz contra os mosquitos transmissores da dirofilariose (verme do coração), pulgas (matando-as em 15 minutos e protegendo por até 2 meses) e carrapatos (protegendo por 4 semanas). A aplicação é mensal e deve ser feita durante o ano todo, pois o mosquito-palha não tira férias.
Além do uso de repelentes, outras medidas adicionais ajudam no controle ambiental:
- Mantenha o quintal sempre limpo, sem acúmulo de folhas, frutos podres e fezes, dentre outras matérias orgânicas.
- Coloque telas de malha fina nas janelas e portas.
- Evite passear com o cão em locais de mata ao entardecer e à noite, horários de maior atividade do mosquito.
5. Meu cão foi diagnosticado com leishmaniose canina. Ele vai ter que ser sacrificado?
Essa é uma pergunta carregada de dor e medo, mas a resposta hoje é muito mais esperançosa. Não, o tratamento é permitido no Brasil e a eutanásia não é mais a única opção.
Graças aos avanços da medicina veterinária, hoje existem tratamentos eficazes que permitem ao cachorro ter uma vida longa e feliz, mesmo com a doença.
6. A leishmaniose do meu cachorro tem cura?
Essa pergunta precisa de uma resposta cuidadosa. Não existe o que chamamos de “cura parasitológica”, ou seja, uma forma de eliminar 100% dos parasitas do corpo do cão. Uma vez infectado, ele será sempre um portador.
No entanto, o que buscamos com o tratamento é a “cura clínica”, também chamada de remissão dos sintomas. Isso significa que o tratamento vai reduzir a quantidade de parasitas no organismo a um nível tão baixo que o sistema imunológico do cão consegue controlar a situação, promovendo bem-estar ao animal infectado.
Com isso, os sintomas desaparecem: as feridas cicatrizam, o pelo volta a crescer, o peso é recuperado e a alegria de viver retorna.
7. Como funciona o tratamento? Que remédios são usados?

O tratamento deve ser sempre prescrito e acompanhado por um médico-veterinário. É proibido e perigoso utilizar medicamentos de uso humano em cães, pois isso pode criar parasitas mais resistentes e piorar a situação.
Um dos medicamentos mais modernos e seguros para o tratamento da leishmaniose canina é o MARBOX-LEISH®, desenvolvido pela Ceva Saúde Animal. Ele é indicado para casos leves a moderados da doença.
Como o MARBOX-LEISH® funciona?
O princípio ativo do MARBOX-LEISH® é a marbofloxacina. Essa substância age diretamente no organismo do cão, diminuindo a quantidade de parasitas. Com menos parasitas, a inflamação diminui, os órgãos internos sofrem menos danos e o corpo do animal consegue se recuperar. Medicamento com comprimidos mastigáveis, dados uma vez ao dia, durante 28 dias consecutivos. A dose é calculada pelo veterinário de acordo com o peso do cão.
É fundamental seguir o tratamento à risca, sem pular dias e sem interromper por conta própria. Após os 28 dias, o veterinário fará uma nova avaliação para ver como o cão está respondendo.
8. Se meu cão está em tratamento, ele ainda precisa usar o repelente?
Sim, com certeza! Essa é uma parte crucial do cuidado. Como o tratamento não elimina todos os parasitas, o cão continua sendo um reservatório. Se um mosquito-palha o picar, ele pode se infectar e continuar o ciclo da doença.
Por isso, o tratamento e a prevenção andam de mãos dadas. Enquanto o MARBOX-LEISH® cuida do bem-estar do cachorro por dentro, o Vectra® 3D o protege por fora, impedindo novas picadas. Essa combinação é a melhor forma de garantir a saúde do seu pet e a segurança de todos ao redor.
9. Um cão com leishmaniose visceral pode ter uma vida normal?

Sim! Com o diagnóstico precoce, o tratamento correto e a prevenção contínua, um cão com leishmaniose visceral pode viver por muitos anos com uma excelente qualidade de vida. Ele pode brincar, passear, receber carinho e ser o mesmo companheiro de sempre.
O que muda é a rotina de cuidados. Ele precisará de acompanhamento veterinário regular, exames periódicos e o uso de repelentes para o resto da vida. Mas, com amor e dedicação, a vida segue em frente, cheia de alegria e lambidas.
10. O que eu, como responsável, posso fazer de mais importante?
A sua atitude faz toda a diferença. O mais importante é ser um cuidador responsável. Isso significa:
- Prevenir: Use repelentes como o Vectra® 3D todos os meses, sem falhar.
- Observar: Fique atento a qualquer mudança na saúde ou no comportamento do seu cão.
- Agir: Ao menor sinal de problema, procure um médico-veterinário de sua confiança.
- Informar-se: Busque informações em fontes seguras e converse abertamente com seu veterinário.
Lidar com a leishmaniose canina é um desafio, mas você não está sozinho. Com informação, prevenção e o acompanhamento do médico-veterinário, seu melhor amigo pode ter uma vida plena e feliz ao seu lado.




